25 novembro 2005

Póstumos, 6

Não há significados. Pura e simplesmente. Trata-se de um haiku têxtil: uma gravata, um colete, uma gravata. Tronco sem cabeça nem pernas (muito diferente de um cadáver, ainda que esquisito). Mas tronco vazio, tronco suposto, tronco suspenso. A menina Clara vê epitáfios por todo o lado e extrapola que eu também os veja. A arte, porém, é não antecipar, antes de não reconstituir. Enfim, o candidato enquanto candidato. A vir. Ou não.